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		<title>As Três Peneiras de Sócrates</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 02:47:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As Três Peneiras de Sócrates &#160; Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse: - Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu! - Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras. <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/as-tres-peneiras-de-socrates/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>As Três Peneiras de Sócrates</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-l4sswSWYPys/TdqzKtEOAwI/AAAAAAAAAq8/KTtJW61EZ1s/s1600/3%2Bpeneiras.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609993282320728834" class="aligncenter" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-l4sswSWYPys/TdqzKtEOAwI/AAAAAAAAAq8/KTtJW61EZ1s/s320/3%2Bpeneiras.jpg" alt="" width="320" height="320" border="0" /></a></p>
<div></div>
<div>Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:</div>
<div></div>
<div>- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!</div>
<div></div>
<div>- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.</div>
<div></div>
<div>- Três peneiras? Que queres dizer?</div>
<div></div>
<div>- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da <strong>VERDADE</strong>. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é <strong>verdade</strong>?</div>
<div></div>
<div>- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é <strong>verdade</strong>.</div>
<div></div>
<div>- A segunda peneira é a da <strong>BONDADE</strong>. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da <strong>bondade</strong>. Ou não?</div>
<div></div>
<div>Envergonhado, o homem respondeu:</div>
<div></div>
<div>- Devo confessar que não.</div>
<div></div>
<div>- A terceira peneira é a da <strong>UTILIDADE</strong>. Pensaste bem se é <strong>útil</strong> o que vieste falar a respeito do meu amigo?</div>
<div></div>
<div>- Útil? Na verdade, não.</div>
<div></div>
<div>- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é <strong>verdadeiro</strong>, nem <strong>bom</strong>, nem <strong>útil</strong>, então é melhor que o guardes apenas para ti</div>
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		<title>Milton Nascimento</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 01:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um exímio compositor e dono de uma das mais belas vozes do Brasil, Milton Nascimento é um dos destaques da música popular brasileira. Despontou nos anos de 1960, quando foi classificado no II Festival da Canção, da Rede Globo, com as músicas Travessia, Morro Velho e Maria, Minha Fé. Percorreu uma trajetória que conta hoje <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/milton-nascimento/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um exímio compositor e dono de uma das mais belas vozes do Brasil, Milton Nascimento é um dos destaques da música popular brasileira. Despontou nos anos de 1960, quando foi classificado no II Festival da Canção, da Rede Globo, com as músicas Travessia, Morro Velho e Maria, Minha Fé. Percorreu uma trajetória que conta hoje com 29 discos, inúmeros shows pelo Brasil e pelo mundo e parcerias com músicos como Wayne Shorter, Pat Metheny, Peter Gabriel, Gal Costa, Carlinhos Brown, Gilberto Gil e Elis Regina. Conquistou o Oscar da música popular norte-americana, o Grammy, em 1998, com o álbum Nascimento (1997). Sua música, definida por ele mesmo como world music, é um sincretimo de estilos, onde mistura jazz, blues, rock e música latina, e temas, como sua terra, Minas Gerais, a negritude e o cristianismo. Carioca de nascimento, filho de uma empregada doméstica, foi adotado e mudou-se, com 1 ano, para Três Pontas. Suas primeiras notas musicais foram tiradas de um acordeão, que ganhou de aniversário. Vieram depois o violão e o piano. Adolescente, ao mesmo tempo que trabalhava como disk-jockey, locutor e diretor na Rádio Três Pontas, formou o conjunto Luar de Prata, que contava com a presença do maestro Wagner Tiso. Nos anos de 1963 e 1964, cantando nas madrugadas como crooner, surgiu o grupo W&#8217;s Boys, formado por Tiso e seus irmãos: Waltinho, Wilson e Wanderley. Em Belo Horizonte, para onde se mudou em 1963, para prestar o vestibular para Economia, tocando com a banda Berimbau Trio, ainda com Tiso, tornou-se amigo de Lô Borges e de Beto Guedes e dos poetas Márcio Borges e Fernando Brant, que marcariam o início dos anos de 1970 com o exuberante Clube da Esquina. Mudando-se para São Paulo, em 1966, conheceu Elis Regina, que gravou sua primeira música, Canção do Sal. Em 1967, foi a vez do Festival da Canção, quando ganhou o prêmio de melhor intérprete por Travessia (parceria com Fernando Brant). A seguir, excursionou pelos Estados Unidos, onde gravou Courage (1968). Ao voltar, lançou o álbum duplo Clube da Esquina (1972) e um de seus maiores sucessos nacionais: Milagre dos Peixes (1974), um disco com orquestra. Seguiram-se, entre outros, Native Dancer (1975), Minas (1975), Geraes (1976), Clube da Esquina nº 2 (1978), Yauaretê (1990), Txai (1990), Ângelus (1993), Amigos (1995) e Crooner (1999).</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://api.ning.com/files/Q0g1ZSWl15brbyoJBcRpmBbgxlWmpM2GxyI3U2oYH3WY7*BPhOXc2MZ104owmb7nsqUjdftWrwdWOTQZC0DmiExP0LnSxYMm/miltonconfirmado.jpg"><img class="aligncenter" src="http://api.ning.com/files/Q0g1ZSWl15brbyoJBcRpmBbgxlWmpM2GxyI3U2oYH3WY7*BPhOXc2MZ104owmb7nsqUjdftWrwdWOTQZC0DmiExP0LnSxYMm/miltonconfirmado.jpg" alt="" width="245" height="300" /></a></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; line-height: normal; background-color: #ffffff; font-size: x-small;"><br />
</span></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Alguns Crimes Históricos Brasileiros</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 00:13:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; Angela e Doca: Doca namorou Ângela por quatro meses e a matou com três tiros no rosto e um na nuca. Poucos meses antes, havia se separado da mulher, Adelita Scarpa, e perdeu a mordomia por ser casado com uma mulher rica, para viver um romance com Ângela. Procurada <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/alguns-crimes-historicos-brasileiros/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<p id="internal-source-marker_0.833415005588904" dir="ltr">Angela e Doca:</p>
<p dir="ltr">Doca namorou Ângela por quatro meses e a matou com três tiros no rosto e um na nuca. Poucos meses antes, havia se separado da mulher, Adelita Scarpa, e perdeu a mordomia por ser casado com uma mulher rica, para viver um romance com Ângela. Procurada por Gente, Adelita pediu para ler o capítulo do livro sobre o caso, mas não se pronunciou. Informou, por meio de sua empregada, que passou mal ao ler o texto e precisou ser medicada.</p>
<p dir="ltr">Uma crise de ciúme de Doca Street iniciou a discussão que precedeu o assassinato de Ângela, em 1976, na casa de veraneio dela, em Búzios (RJ). “Ela vivia comparando Doca com outros namorados”, conta Evandro Lins e Silva, advogado de Doca, na época. “E olha que Doca era um torrão de açúcar, todas o queriam.” Doca e Evandro usaram a alemã Gabrielle Dayer, que exercia atividade artesanal no litoral carioca, como pivô da história. “Ângela convidou a moça para uma relação com ela e Doca. E ele não suportou a idéia”, diz Evandro.</p>
<p dir="ltr">Doca cumpriu a pena e, hoje, trabalha em agência de automóveis em São Paulo. Nos dois anos em que aguardou o segundo julgamento e em que ganhou a antipatia do público, ele foi um cidadão com emprego, salário e ajudava a mãe.</p>
<p dir="ltr">O seqüestro de Carlinhos:</p>
<p dir="ltr">Em 1973, o seqüestro do garoto Carlinhos chocou o Rio de Janeiro. O despreparo da polícia e a participação lamentável da imprensa no caso o deixaram sem solução. Até hoje ninguém tem notícias do menino. Foi uma história policial atípica e de muita repercussão. Para início de conversa, a maior suspeita é a mãe do garoto. Segundo uma das versões, ela teria forjado o seqüestro da criança juntamente com um pai-de-santo, seu amante, pois pretendia fugir e queria a companhia do filho. Dizem que ela tinha verdadeira adoração por Carlinhos. Entre os fatos pitorescos, reza a lenda que era extremamente exibicionista e quando o circo de jornalistas e curiosos se formava em frente a sua casa, gostava de se exibir na janela com roupas sensuais. Julgaram-na como louca.</p>
<p dir="ltr">Outro fato que chamou a atenção foi a participação infame da imprensa no caso. O seqüestrador deixou uma carta pormenorizando os procedimentos do rasgaste. Depois de uma negociação até hoje mal explicada, a carta acabou sendo publicada ainda no mesmo dia em um grande jornal. Resultado: no dia combinado para a entrega do resgate, havia uma multidão a espera da negociação. Pipoqueiros e carrinhos de cachorro-quente completavam o circo. A participação da polícia (Delegacia do Catete) também tem destaque. Negativo, é claro!</p>
<p dir="ltr">A fera de Macabu</p>
<p>Manuel da Mota Coqueiro, apelidado de &#8220;A Fera de Macabu&#8221;, foi um rico fazendeiro da região norte fluminense condenado à pena de morte por ter &#8211; supostamente &#8211; mandado matar toda uma família de colonos residente em suas terras. O caso é um dos crimes mais famosos do Brasil, pois muitos consideram que foi executado um inocente, além do que foi enforcado um homem branco e rico, o que era incomum na época.</p>
<p dir="ltr">Em uma noite chuvosa de 1852, Francisco Benedito e toda sua família foram mortos a golpe de facões por um grupo de cerca de oito negros, escapando somente Francisca, a filha grávida. A casa foi incendiada, mas a chuva não permitiu que os corpos fossem queimados totalmente. Além de Francisco Benedito, foram assassinados a sua esposa, três filhos adolescentes e três crianças, uma delas com três anos de idade.</p>
<p dir="ltr">Mota Coqueiro tinha chegado na fazenda Bananal na tarde deste dia, durante o horário provável em que ocorria o crime, estava na casa grande em reunião de negócios com vários empresários locais que desejavam comprar madeira das suas terras. A distância entre o local em que estava Mota Coqueiro e o local onde ocorreu o crime era de menos de 2 quilômetros e ninguém presente na reunião percebeu qualquer movimento anormal na fazenda.</p>
<p dir="ltr">Francisca, a filha sobrevivente, fugiu durante dois dias pelas matas até que pediu auxílio na fazenda de André Ferreira dos Santos. Este imediatamente levou o caso às autoridades competentes, o delegado e do subdelegado de Macaé, que eram seus amigos próximos. Insuflado por Julião Batista Coqueiro, o primo que tinha rancores, André Ferreira dos Santos, acusou Mota Coqueiro de ter sido o mandante da chacina.</p>
<p dir="ltr">Zuzu Angel</p>
<p dir="ltr">Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, (Curvelo, 5 de junho de 1921 — Rio de Janeiro, 14 de abril de 1976) foi umaestilista brasileira, mãe do militante político Stuart Angel Jones e da jornalista Hildegard Angel.</p>
<p dir="ltr">A busca de Zuzu pelas explicações, pelos culpados e pelo corpo do filho só terminou com sua morte, ocorrida na madrugada de 14 de abril de 1976, num acidente de carro na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos (RJ), hoje batizado com seu nome, em circunstâncias até hoje mal esclarecidas. O carro dirigido por ela, um Karmann Ghia, derrapou na saída do túnel e saiu da pista, chocou-se contra a mureta de proteção, capotando e caindo na estrada abaixo, matando-a instantâneamente. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque de Hollanda um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse, em que escreveu:. &#8220;Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho&#8221;.</p>
<p dir="ltr">Caso Irmãos Naves</p>
<p dir="ltr">O caso dos Irmãos Naves foi um acontecimento policial e jurídico ocorrido na época do Estado Novo no Brasil, no qual dois irmãos &#8211; os Naves &#8211; foram presos e barbaramente torturadosaté confessar sua suposta culpa em um crime — que não cometeram.</p>
<p dir="ltr">Esse caso é conhecido como um dos maiores erros judiciais da história do Brasil e um dos que tiveram maior repercussão, tanto que sua história serviu de inspiração para o filme O Caso dos Irmãos Naves, de Luís Sérgio Person.</p>
<p dir="ltr">Araguari, interior de Minas Gerais, ano de 1937. Com a instauração do regime ditatorial de Getúlio Vargas, vive-se um grande caos no país, principalmente nas áreas da economia e dos direitos humanos.</p>
<p dir="ltr">Na economia, os setores agrícolas eram os que mais sofriam com a constante queda dos preços. Em meio a esse turbilhão econômico e social reinante no chamado Estado Novo, está o comerciante de cereais Benedito Pereira Caetano (1905 &#8211; 1967), um rapaz trapalhão e extremamente ambicioso, e sócio com seus primos, os irmãos Sebastião José Naves(1902 &#8211; 1964) e Joaquim Rosa Naves (1907 &#8211; 1948), com quem havia comprado um caminhão em sociedade, sendo ambos também comerciantes de cereais.</p>
<p dir="ltr">Benedito comprara com a ajuda de seu pai uma enorme quantia de arroz para vender durante uma possível alta nos preços. Mas com os preços em queda constante Benedito viu-se obrigado a vender sua safra em expressiva perda, contraindo ainda mais dívidas e assim sobrando-lhe somente uma última &#8211; mas vultosa &#8211; importância em dinheiro: cerca de 90 contos de réis (aproximadamente 270 mil reais nos padrões de hoje) resultantes da venda de sua última leva de arroz. A quantia embora expressiva não cobria todas as suas dívidas que à época totalizavam cerca de 136 contos de réis. Ele toma uma decisão inusitada: na madrugada de 29 para 30 de novembro do mesmo ano ele decide sair às pressas da cidade, sem comunicar nada a ninguém, levando consigo seus últimos 90 contos. Sabendo do fato, os irmãos Naves decidem comunicar o fato à polícia, que imediatamente inicia as investigações.</p>
<p dir="ltr">Poucos dias depois, o delegado responsável pelo caso, o civil, acaba sendo substituído pelo tenente militar Francisco Vieira dos Santos, o &#8220;Chico Vieira&#8221; (1897 &#8211; 1948), vindo de Belo Horizonte. Este, temido como um homem truculento e adepto de torturas, seria o maior vilão e causador do grande erro judiciário desta história.</p>
<p dir="ltr">O naufrágio do Bateau Mouche</p>
<p dir="ltr">O  Bateau Mouche foi uma embarcação de turismo que naufragou na costa brasileira no dia 31 de dezembro de 1988, mais precisamente na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, quando estava a caminho de Copacabana. Das 153 pessoas a bordo, 55 morreram. Acredita-se que a embarcação estivesse superlotada, além de apresentar uma série de falhas.</p>
<p dir="ltr">A embarcação, um antigo gaiola a motor utilizado no rio Amazonas, havia sido modificada com o acréscimo de dois andares e de um terraço suplementar.</p>
<p dir="ltr">Durante as comemorações do Ano Novo de 1989, embora estivesse regularizada pelas autoridades competentes e fosse considerada um cartão-postal da cidade do Rio de Janeiro, , ao se deslocar para fora da barra da baía de Guanabara para assistir à queima de fogos na praia de Copacabana, deparou-se com ondas pesadas no mar, vindo a adernar. A rápida e acentuada movimentação de carga nos andares superiores causou o naufrágio, onde pereceram cinquenta e cinco, dos cento e quarenta e dois passageiros a bordo.</p>
<p dir="ltr">No inquérito que se seguiu foram apontados diversos responsáveis, entre eles a empresa de turismo, os passageiros que disputavam o estibordo do terraço da embarcação, as autoridades competentes do estado do Rio de Janeiro, e a Capitania dos Portos, dando lugar a um longo processo judicial.</p>
<p dir="ltr">A atriz Yara Amaral perdeu a vida na tragédia. Também se encontrava a bordo da embarcação o ex-ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira, que sobreviveu.</p>
<p dir="ltr">Vladmir Herzog</p>
<p dir="ltr">Em 24 de outubro de 1975 — época em que Herzog já era diretor de jornalismo da TV Cultura — agentes do II Exército convocaram Vladimir para prestar depoimento sobre as ligações que ele mantinha com o Partido Comunista Brasileiro (que era proibido pela ditadura). No dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. O depoimento de Herzog era dado por meio de uma sessão de tortura.Ele estava preso com mais dois jornalistas, George Benigno Duque Estrada e Rodolfo Konder, que confirmaram o espancamento.</p>
<p dir="ltr">No dia 25 de Outubro, Vladimir foi encontrado enforcado com a gravata de sua própria roupa. Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo ditatorial da época, seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura, com suspeição sobre servidores do DOI-CODI, que teriam posto o corpo na posição encontrada, pois as fotos exibidas mostram Vlado enforcado. Porém, nas fotos divulgadas há várias inverossimilhanças. Uma delas é o fato de que ele se enforcou com um cinto, coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam. Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de enforcamento, o que mostra que supostamente sua morte foi feita por estrangulamento. Na época, era comum que o governo militar ditatorial divulgasse que as vítimas de suas torturas e assassinatos haviam perecido por &#8220;suicídio&#8221;, o que gerava comentários irônicos de que Herzog e outras vítimas haviam sido &#8220;suicidados pela ditadura&#8221;.</p>
</div>
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<p><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"><br />
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		<title>Revolução Praieira</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:41:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Revolução Praieira: o levante que se pôs contra o governo de Dom Pedro II. No começo do Segundo Reinado, a ascensão dos liberais que apoiaram a chegada de Dom Pedro II ao poder foi logo interceptada após os escândalos políticos da época. As “eleições do cacete” tomaram os noticiários da época com a denúncia das <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/revolucao-praieira/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Praieira.jpg" alt="" width="375" height="283" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Revolução Praieira: o levante que se pôs contra o governo de Dom Pedro II.</span></p>
<p>No começo do Segundo Reinado, a ascensão dos liberais que apoiaram a chegada de Dom Pedro II ao poder foi logo interceptada após os escândalos políticos da época. As “eleições do cacete” tomaram os noticiários da época com a denúncia das fraudes e agressões físicas que garantiriam a vitória da ala liberal. Em resposta, alguns levantes liberais em Minas e São Paulo foram preparados em repúdio às ações políticas centralizadoras do imperador.</p>
<p>Nesses dois estados os levantes não tiveram bastante expressão, sendo logo contidos pelas forças militares nacionais. Entretanto, o estado de Pernambuco foi palco de uma ação liberal de maior impacto que tomou feições de caráter revolucionário. Ao longo da década de 1840, setores mais radicais do partido liberal recifense manifestaram seus idéias através do jornal Diário Novo, localizado na Rua da Praia. Em pouco tempo, esses agitadores políticos ficaram conhecidos como “praieiros”.</p>
<p>Entre as principais medidas defendidas por esses liberais estavam a liberdade de imprensa, a extinção do poder moderador, o fim do monopólio comercial dos portugueses, mudanças sócio-econômicas e a instituição do voto universal. Mesmo não tendo caráter essencialmente socialista, esse grupo político era claramente influenciado por socialistas utópicos do século XIX, como Pierre–Joseph Proudhon, Robert Owen e Charles Fourier.</p>
<p>Em 1847, o movimento passou a ganhar força com a nomeação de um presidente de província conservador mineiro para conter a ação dos liberais pernambucanos. Revoltados com essa ação autoritária do poder imperial, os praieiros pegaram em armas e tomaram conta da cidade de Olinda. A essa altura, um conflito civil contando com o apoio de grandes proprietários, profissionais liberais, artesãos e populares tomou conta do estado.</p>
<p>Em fevereiro de 1849, os rebelados tomaram a cidade de Recife e entraram em novo confronto com as forças imperiais. Nesse período, o insurgente Pedro Ivo surgiu como um dos maiores líderes dos populares. Entretanto, a falta de apoio de outras províncias acabou desarticulando o movimento pernambucano. No ano de 1851, o governo imperial deu fim aos levantes que contabilizaram cerca de oitocentas baixas.</p>
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		<title>Farroupilha</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Representação dos conflitos entre os farrapos e as tropas imperiais. Demarcada como uma das mais extensas rebeliões deflagradas no Brasil, a Revolução Farroupilha contou com uma série de fatores responsáveis por esse conflito que desafiou as autoridades imperiais. Naquele período, a insatisfação junto às políticas imperiais e a proximidade das jovens repúblicas latino-americanas demarcaram o <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/farroupilha/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/guerra_farrapos.jpg" alt="" width="370" height="248" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Representação dos conflitos entre os farrapos e as tropas imperiais.</span></p>
<p>Demarcada como uma das mais extensas rebeliões deflagradas no Brasil, a Revolução Farroupilha contou com uma série de fatores responsáveis por esse conflito que desafiou as autoridades imperiais. Naquele período, a insatisfação junto às políticas imperiais e a proximidade das jovens repúblicas latino-americanas demarcaram o contexto inicial do conflito.</p>
<p>Ao longo da história econômica da região sul, a pecuária tornou-se um dos principais focos da economia gaúcha. Ao longo do processo de diversificação das atividades econômicas do país, os estancieiros (fazendeiros) sulistas tornaram-se os principais produtores de charque do Brasil. Esse produto, devido sua importância nos hábitos alimentares da população e seu longo período de conservação, articulava a economia agropecuária sulista com as regiões Sudeste e Centro-oeste do país.</p>
<p>Durante o Primeiro Reinado e Regência, vários impostos impediam a ampliação dos lucros dos fazendeiros sulistas em consequência do encarecimento do preço final do charque gaúcho. Não bastando os entraves tributários, a concorrência comercial dos produtos da região platina colocou a economia pecuarista gaúcha em uma situação insustentável. Buscando acordo com o governo central, os estancieiros gaúchos exigiam a tomada de medidas governamentais que pelo menos garantissem o monopólio sulista sob o comércio do charque.</p>
<p>Em 1836, inconformados com o descaso das autoridades imperiais, um grupo liderado por Bento Gonçalves exigiu a renúncia do presidente da província do Rio Grande do Sul. Em resposta à invasão feita na cidade de Porto Alegre, um grupo de defensores do poder imperial, também conhecidos como chimangos, conseguiu controlar a situação em junho daquele mesmo ano. Logo após a batalha de Seival, de setembro de 1836, os revolucionários venceram as tropas imperiais e proclamaram a fundação da República de Piratini ou República Rio-Grandense.</p>
<p>Com a expansão do movimento republicano, surgiram novas lideranças revolucionárias na região de Santa Catarina. Sob a liderança de Guiseppe Garibaldi e David Canabarro, foi fundada a República Juliana que deveria confederar-se à República Rio-Grandense. Dessa vez, melhor preparadas, as tropas imperiais conseguiram fazer frente aos revoltosos que, devido à participação popular, ficaram conhecidos como farrapos. Sob a liderança do barão de Caxias, as forças imperiais tentavam instituir a repressão ao movimento.</p>
<p>Mesmo não conseguindo aniquilar definitivamente a revolta, o governo imperial valeu-se da crise econômica instaurada na região para buscar uma trégua. Cedendo às exigências dos revolucionários, o governo finalmente estabeleceu o aumento das taxas alfandegárias sobre o charque estrangeiro. A partir daí, Duque de Caxias iniciou os diálogos que deram fim ao movimento separatista.</p>
<p>Em 1844, depois da derrota farroupilha na batalha de Porongos, um grupo de líderes separatistas foi enviado à capital federal para dar início às negociações de paz. Após várias reuniões, estabeleceram os termos do Convênio do Ponche Verde, em março de 1845. Com a assinatura do acordo foi concedida anistia geral aos revoltosos, o saneamento das dívidas dos governos revolucionários e a libertação dos escravos que participaram da revolução.</p>
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		<title>Sabinada</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:37:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sabinada, uma revolta promovida por escravos. A Bahia, desde o período colonial, se destacou como palco de luta contra a opressão política e o desmando governamental. Entre outras rebeliões de escravos desencadeadas durante a Regência, a Sabinada se destacou enquanto movimento de natureza eminentemente popular. Antes do seu desenvolvimento, um grupo de negros malês tentou <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/sabinada/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/sabinada.jpg" alt="" width="300" height="200" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Sabinada, uma revolta promovida por escravos.</span></p>
<p>A Bahia, desde o período colonial, se destacou como palco de luta contra a opressão política e o desmando governamental. Entre outras rebeliões de escravos desencadeadas durante a Regência, a Sabinada se destacou enquanto movimento de natureza eminentemente popular.</p>
<p>Antes do seu desenvolvimento, um grupo de negros malês tentou conquistar a cidade de Salvador. Contudo, mediante a delação às autoridades, essa primeira revolta não se desenvolveu. Nesse segundo momento, liderados pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, os participantes da Sabinada se opsueram à mal resolvida questão da centralização política que se arrastava desde o início do Brasil Império.</p>
<p>Em 7 de novembro de 1837, o movimento conseguiu a adoção dos militares da Fortaleza de São Pedro. Contando com tal apoio, os revoltosos obrigaram o governador Francisco de Souza Paraíso a abandonar seu cargo. Logo após o golpe político, Sabino e seus comparsas decretaram a criação da República Bahiense.</p>
<p>Apesar de conseguir sua consolidação, o novo governo se instituiu em caráter transitório, até que o herdeiro do trono brasileiro, Dom Pedro II, chegasse à maioridade. No âmbito social, a nova república, criada em solo baiano, prometia conceder liberdade a todos os escravos que apoiassem o governo.</p>
<p>Em resposta ao movimento, o governo regencial nomeou um novo governador e organizou um destacamento de forças militares destinadas a dar fim ao levante. Após bloquear as saídas marítimas de Salvador, as tropas do governo iniciaram o ataque terrestre. Entre os dias 13 e 15 de março, as ruas de Salvador foram ocupadas pelas forças regenciais, que renderam os participantes da revolta.</p>
<p>Logo após a batalha, os líderes da revolta foram julgados, sendo que três foram condenados à morte e os demais à prisão perpétua. No entanto, as penas foram posteriormente abrandadas para o degredo em território nacional.</p>
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		<title>Cabanagem</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:36:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Gravura representando a dominação dos cabanos sobre a cidade Belém, capital do Pará. A questão da autonomia política foi, desde a independência, a grande força motriz motivadora de diversos conflitos e revoltas no Brasil. Na província do Pará, a péssima condição de vida das camadas mais baixas da população e a insatisfação das elites locais <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/cabanagem/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/cabanagem%20BRASIL%20ESCOLA.jpg" alt="" width="369" height="253" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Gravura representando a dominação dos cabanos sobre a cidade Belém, capital do Pará.</span></p>
<p>A questão da autonomia política foi, desde a independência, a grande força motriz motivadora de diversos conflitos e revoltas no Brasil. Na província do Pará, a péssima condição de vida das camadas mais baixas da população e a insatisfação das elites locais representavam a crise de legitimidade sofrida pelos representantes locais do poder imperial. Além disso, a relação conflituosa entre os paraenses e os comerciantes portugueses acentuava outro aspecto da tensão sócio-econômica da região.</p>
<p>A abdicação de Dom Pedro I e ascensão do governo regencial estabeleceram a deflagração de um movimento iniciado em 1832. Naquele ano, um grupo armado impediu a posse do governador nomeado pela regência e exigia a expulsão dos comerciantes portugueses da província. No ano seguinte, Bernardo Lobo de Sousa, novo governador nomeado, administrou o Pará de maneira opressiva e autoritária. Desta maneira, abriam-se tensões e a possibilidade de uma nova revolta provincial.</p>
<p>Em 1835, um motim organizado pelo fazendeiro Félix Clemente Malcher e Francisco Vinagre prendeu e executou o governador Bernardo Lobo de Sousa. Os rebelados, também chamados de cabanos, instalaram um novo governo controlado por Malcher. Francisco Vinagre, líder das tropas do novo governo, se desentendeu com o novo governador. Aproveitando de seu controle sobre as forças militares, tentou tomar o governo, mas foi preso pelo governador. Em resposta, Antônio Vinagre, irmão de Francisco, assassinou Félix Clemente Malcher e colocou Francisco Vinagre na liderança do novo governo.</p>
<p>Nessa nova etapa, Eduardo Angelim, líder popular, ascendia entre os revoltosos. A saída das elites do movimento causou o enfraquecimento da revolta. Tentando aproveitar desta situação, as autoridades imperiais enviaram o almirante britânico John Taylor, que retomou o controle sobre Belém, capital da província. No entanto, a ampla adesão popular do movimento não se submeteu à vitória imperial. Um exército de 3 mil homens liderados por Angelim retomou a capital e proclamou um governo republicano independente.</p>
<p>O governo, agora controlado por Angelim, abria possibilidades para a resolução dos problemas sociais e econômicos que afligiam as camadas populares. No entanto, a falta de apoio político de outras províncias e a carestia de recursos prejudicou a estabilidade da república popular. Sucessivas investidas militares imperiais foram enfraquecendo o movimento cabano. Em 1836, Eduardo Angelim foi capturado pelas autoridades do governo imperial.</p>
<p>Entre 1837 e 1840, os conflitos no interior foram controlados. Diversas batalhas fizeram com que este movimento ficasse marcado por sua violência. Estima-se que mais de 30 mil pessoas foram mortas. Dessa maneira, a Cabanagem encerrou a única revolta regencial onde os populares conseguiram, mesmo que por um breve período, sustentar um movimento de oposição ao governo.</p>
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		<title>Carlos Drummond Andrade</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:09:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Biografia &#8211; Carlos Drummond Andrade Drummond nasceu em Itabira, pequena cidade do estado de Minas Gerais em 31 de outubro de 1902. Seus pais se chamavam Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade. O pequeno garoto então ao descobrir o encanto pelas palavras começa realmente a usá-las. No seu primeiro colégio, Grupo <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/710/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
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<div id="internal-source-marker_0.2542123182211071" dir="ltr">
<table>
<colgroup>
<col width="583" /></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Biografia &#8211; Carlos Drummond Andrade</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><img class="aligncenter" src="http://www.releituras.com/biofotos/drummond.jpg" alt="" width="129" height="173" /><br />
Drummond nasceu em Itabira, pequena cidade do estado de Minas Gerais em 31 de outubro de 1902. Seus pais se chamavam Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade.<br />
O pequeno garoto então ao descobrir o encanto pelas palavras começa realmente a usá-las. No seu primeiro colégio, Grupo Escolar Coronel José Batista, seus textos começam a receber os elogios de professores.<br />
Quando jovem, vai trabalhar como caixeiro na casa comercial Randolfo Martins da Costa e seu patrão oferecendo um corte de casimira foi tido como presente valioso para o rapaz que o usara nas reuniões que participava do Grêmio Dramático e Literário Artur Azevedo. E neste local recebe o convite para realizar conferências. Vejam só: um garoto de 13 anos ministrando palestras sobre literatura!<br />
Aos 14 anos vai para um internato em Belo Horizonte. No colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, não termina o segundo período escolar por motivos de doença que o obriga a voltar para Itabira. Para não perder o ano escolar começa a ter aulas particulares e aparecem muitas descobertas.<br />
No ano seguinte, em 1918, já melhor de saúde, Drummond é matriculado num colégio interno &#8211; o Anchieta, da Companhia de Jesus, na cidade de Nova Friburgo, onde seu talento com a palavra fica cada vez mais evidente. Seu irmão Altivo, percebendo que o jovem precisa de incentivo, publica o poema em prosa &#8220;Onda&#8221; num jornal de Itabira, Maio.<br />
A vida no internato não é nada fácil para o jovem de 17 anos, que nesta idade se desentende com seu professor de português. A consequência desse incidente é a sua expulsão do colégio no ano de 1919, onde era conhecido de &#8220;general&#8221; por sua maestria.<br />
No ano de 1920, a família Drummond transfere-se para Belo Horizonte e o jovem de 18 anos não precisa mais enfrentar aquela ordem que confisca tempo, que confisca vida. A ida para a capital mineira abre novas portas para o adolescente. Seus primeiros trabalhos começam a ser publicados no Diário de Minas, na seção &#8220;Sociais&#8221;, e ele se aproxima de escritores e políticos mineiros na Livraria Alves e no Café Estrela.<br />
Dois anos depois, recebe um prêmio de 50 mil-réis pelo conto &#8220;Joaquim do Telhado&#8221; e publica seus trabalhos na capital federal, no Rio de Janeiro. Apesar destas realizações na área literária, Drummond, no ano seguinte, 1923, decide matricular-se na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. O poeta, porém, jamais irá esquecer a profissão de farmacêutico.<br />
Ainda estudante, em 1925, Carlos se casa com Dolores Dutra de Morais e, retorna a Itabira com a esposa e leciona geografia e português no Ginásio Sul-Americano. No ano seguinte, recebe convite para trabalhar no jornal Diário de Minas como redator e decide retornar a Belo Horizonte.<br />
Em 1928, seu poema &#8220;No meio do caminho&#8221; é publicado em São Paulo, na Revista Antropofagia e se transforma num escândalo literário.<br />
O ano de 1928 torna-se marcante para o poeta. Nasce sua filha Maria Julieta e o poeta vai trabalhar na Secretaria de Educação de Minas Gerais. Dessa data em diante, Drummond ocupa vários cargos ligados às áreas de Educação e de Cultura dos governos de Minas e federal, trabalha nos principais jornais de Minas e do Rio de Janeiro e vai publicando suas poesias. Em 1942, a Editora José Olympio edita Poesias e, durante 41 anos, até sua ida para a Editora Record em 1982, suas obras são publicadas com o selo da editora JO. A fama chega, e Drummond se torna um dos mais conhecidos autores brasileiros &#8211; seus textos são traduzidos e lidos em diferentes países, tanto que no metrô da cidade de Paris esteve exposto sua poesia &#8220;A vida é grande&#8221;.<br />
No dia 5 de agosto de 1987 morre sua filha Julieta; 12 dias depois, a 17 de agosto, falece o poeta.<br />
Drummond deixa crônicas, obras, contos, poesias e um exemplo de vida a ser seguido por todos nós, onde em palavras ficam os sentimentos pregados que o vento não leva e a vida sempre nos traz &#8220;&#8230;a cada instante de amor&#8221;.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
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		<title>Jean Jaques Dissalines</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:05:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Escravo africano nascido na Guiné, África ocidental que adotou o nome de seu amo francês, Dessalines, chegou a imperador do Haiti e dedicou a vida à construção de um estado negro independente. Escravo na parte francesa de Hispaniola, aderiu à revolução negra que eclodiu na ilha (1791), sob inspiração da revolução francesa. Partidário e lugar-tenente <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/jean-jaques-dissalines/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.2138360773678869" dir="ltr"><img class="aligncenter" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/43/Dessalines.jpg/451px-Dessalines.jpg" alt="" width="451" height="599" /></p>
<p dir="ltr">Escravo africano nascido na Guiné, África ocidental que adotou o nome de seu amo francês, Dessalines, chegou a imperador do Haiti e dedicou a vida à construção de um estado negro independente. Escravo na parte francesa de Hispaniola, aderiu à revolução negra que eclodiu na ilha (1791), sob inspiração da revolução francesa. Partidário e lugar-tenente do líder Toussaint Louverture, com quem colaborara na formação do estado negro, aceitou a deposição e a deportação de seu chefe quando (1802) chegou à ilha Charles Leclerc, general de Napoleão. No ano seguinte, ante o intento de Napoleão de restabelecer a escravidão, rebelou-se e, com ajuda inglesa, conseguiu expulsar os franceses da ilha. Como governador-geral, proclamou a independência da ilha (1804) com o nome aruaque de Haiti. Para garantir a existência do estado essencialmente negro, na América, desencadeou uma perseguição que exterminou quase completamente a população branca do novo país. Proclamado imperador com o nome de Jacques I, voltou-se então contra a oligarquia mulata que lhe ameaçava o poder. Na sua luta contra o dirigente mulato Alexandre Sabès Pétion, foi assassinado em Jacmel.</p>
</div>
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		<title>Independência do Haiti</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 02:01:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[escola]]></category>
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		<description><![CDATA[Em meio às conturbações que movimentavam a Revolução Francesa na Europa, uma pequena ilha-centro americana era responsável por um dos mais singulares processos de independência daquele continente. Sendo uma das mais ricas colônias da França na região, o Haiti era um grande exportador de açúcar, controlado por uma pequena elite de brancos proprietários de terra, <a href="http://midias.com.br/meninas/2011/09/independencia-do-haiti/"><b>...Read the Rest</b></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p id="internal-source-marker_0.6471868962980807" dir="ltr"><img class="aligncenter" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/San_Domingo.jpg/747px-San_Domingo.jpg" alt="" width="747" height="599" /></p>
<p dir="ltr">Em meio às conturbações que movimentavam a Revolução Francesa na Europa, uma pequena ilha-centro americana era responsável por um dos mais singulares processos de independência daquele continente. Sendo uma das mais ricas colônias da França na região, o Haiti era um grande exportador de açúcar, controlado por uma pequena elite de brancos proprietários de terra, responsáveis pela exploração da predominante mão-de-obra escrava do local.</p>
<p dir="ltr">Com o advento da revolução, membros da elite e escravos vislumbram a oportunidade de dar fim às exigências impostas pelo pacto colonial francês. Contudo, enquanto a elite buscava maior autonomia política para a expansão de seus interesses, os escravos de origem africana queriam uma grande execução dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade provenientes da França revolucionária. Em meio a tais contradições, o Haiti se preparava para o seu processo de independência.</p>
<p dir="ltr">O Haiti foi o primeiro país latino-americano a se tornar independente da França, por meio da Revolução Haitiana. Denominada de colônia Saint Domingue, o país era o maior produtor de açúcar do <a href="http://www.infoescola.com/historia/independencia-do-haiti/#">mundo</a> e o principal exportador de café para a Europa.</p>
<p dir="ltr">Sua <a href="http://www.infoescola.com/historia/independencia-do-haiti/#">população</a> era constituída de cerca de 500 mil habitantes: 35 mil brancos, 30 mil mulatos livres e mais de 430 mil escravos negros oriundos da África Ocidental.</p>
<p dir="ltr">Percebendo que estavam em maioria, os escravos negros formaram uma rebelião liderada por Toussaint L’Overture e pelo <a href="http://www.infoescola.com/historia/independencia-do-haiti/#">líder</a> religioso Dutty Boukman para se livrar do domínio da França.</p>
<p dir="ltr">Em 1791, L’Overture instigou os escravos a dizimarem a população mandatária branca, que cada vez mais restringia a liberdade de seus vassalos com políticas racistas. As tropas francesas continuaram resistindo por um bom tempo, chegando a receber apoio de exércitos ingleses e espanhóis, mas logo foram derrotadas pelos escravos.</p>
<p dir="ltr">L’Overture chegou a assumir o governo de Saint Domingue em 1801, mas acabou sendo aprisionado pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Morreu em péssimas condições dois anos depois, em Paris.</p>
<p dir="ltr">Porém, os escravos continuaram demonstrando força e resistência perante os franceses. Em 1804, o ex-escravo Jean-Jacques Dessalines formou uma nova frente de negros escravos e assumiu o Império da ilha, que passou a se chamar Haiti – nome dado pelas primeiras populações indígenas de São Domingos, que significa “a terra das montanhas”.</p>
<p dir="ltr">Apesar da longa batalha, as consequências da independência do Haiti foram muito negativas. Livres da França, os países que mantinham relações comerciais com a ilha ficaram com medo de que esse ato de rebelião se expandisse para as colônias americanas e acabaram fechando todos os pactos comerciais selados.</p>
<p dir="ltr">Além de ter de pagar uma quantia grotesca de indenização para a França, o Haiti sofreu uma grave crise econômica, principalmente após a morte de Dessalines, em 1806.</p>
<p dir="ltr">O país chegou a ser dividido em dois regimes, um monárquico e outro republicano. Somente em 1820 os territórios foram reunificados por Jean Boyer, que adotou o sistema republicano.</p>
</div>
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