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PALEONTOLOGIA

23 23UTC março 23UTC 2011

PALEONTOLOGIA

Nesta página a história da Família dos Girafídeos contada através do tempo, da Paleontologia. Entretanto, só estudaremos a Paleontologia a partir da Era Cenozóica (cerca de 65 milhões de anos atrás até o presente), na qual apareceu a Família dos Girafídeos; ok?!

A Era Cenozóica marca o aparecimento do cavalo primitivo, bem depois dos dinossauros, como mostra o quadro abaixo:

O princípio da Era Cenozóica marca a abertura do capítulo mais recente da história da Terra. O nome desta Era provém de duas palavras gregas que significavam vida recente. Durante esta Era (que se divide em dois períodos principais), a face da Terra assumiu sua forma atual…

O mais antigo, Período Terciário, subdivide-se em 5 Épocas (Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno), e o outro, Período Quaternário, subdivide-se em 2 Épocas, Pleistoceno e Holoceno ou Atual.

Veja um selo com mapa ilustrativo sobre a época do Eoceno! A maioria da moderna Ordem dos Mamíferos apareceu nesse período…

Durante todo o Período Terciário houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A Era Cenozóica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem.

No decorrer de milhões e milhões de anos a vida animal transformou-se lentamente no que se conhece hoje. A família dos girafídeos e seus numerosos representantes povoaram o mundo até o final do Terciário.

Muito antes disso, na época dos Dinossauros, apareceu o primeiro mamífero, entretanto é muito difícil determinar qual foi… Mas um forte candidato é o Melanodon que viveu na América do Norte há 150 milhões de anos e cujos vestígios foram dos primeiros fósseis de mamíferos encontrados.

Só há uns 60 milhões de anos os mamíferos começaram a se estabelecer e os grandes répteis se extinguiram (provavelmente devido a extremas variações climáticas que começaram a acontecer na Terra).

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Escala do Tempo Geológico

(o tempo é dado em milhões de anos antes do presente
e contado a partir do início de cada período ou época)

Épocas em ordem decrescente: 65 Paleoceno, 55 Eoceno, 36 Oligoceno, 23 Mioceno, 5 Plioceno, 2 Pleistoceno e 0,01 Holoceno…

ERA PERÍODO ÉPOCA TEMPO PRINCIPAIS EVENTOS
CENOZÓICA TERCIÁRIO

Há 60 milhões a África e a América do Sul se separaram.

PALEOCENO 66,4 Surgimento das atuais ordens e famílias de mamíferos. Desenvolvimento dos modernos mamíferos, insetos e plantas. A linhagem humana surge entre o final do Mioceno e o início do Plioceno. Já a família dos girafídeos surge no final do Oligoceno.
EOCENO 57,8
OLIGOCENO 36,6
MIOCENO 23,7
PLIOCENO 5,3
QUARTENÁRIO PLEISTOCENO 1,6 Animais e plantas modernos. Domínio da raça humana (Homo Sapiens) com o surgimento das primeiras civilizações.
HOLOCENO 0,01 – 10.000 anos

Qual a razão do período Terciário ter sido dividido em 5 épocas diferentes?

A rochas de idade Terciária foram primeiramente identificadas na bacia de Paris. No anos de 1820 e 1830, Charles Lyell, um geólogo inglês notável que teve uma grande influência em Charles Darwin, subdividiu as rochas Terciárias da bacia de Paris em seus fósseis.

Lyell teve uma ideia genial. Observou que as rochas ao alto das camadas tem uma porcentagem muito elevada de fósseis de espécies vivas de moluscos, já aqueles nas camadas abaixo existiam muito poucas espécies de famílias viventes.

Deduziu que esta diferença era por causa da extinção das espécies mais antigas e da evolução das espécies vivas durante o tempo em que a rocha estava se depositando.

Ele dividiu a rocha Terciária em três épocas: o Plioceno, o Mioceno, e o Eoceno. 90% dos moluscos fósseis do rocha Pliocênica tinham representantes hoje. Nas rochas Miocênicas, somente 18%, e na rocha de Eocênica, somente 9,5%. Estas subdivisões do Terciário foram correlacionadas em todo o mundo usando as espécies fósseis.

Tempos depois observou que nas áreas, à exceção da bacia de Paris, havia dois tipos de rochas que não foram representados na sequência de Lyell, isto porque durante aqueles períodos não tinha havido nenhuma deposição na região da bacia de Paris pesquisada por Lyell. Estes dois períodos eram o Oligoceno e o Paleoceno inferior e acabaram sendo introduzidos no Terciário.

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PALEOCENO (compreende, aproximadamente, de 66 a 58 milhões de anos atrás)

Nessa época, também no Eoceno, viveram mamíferos de tipo arcaico que no fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos (exceto na América do Sul), pelos ancestrais dos mamíferos modernos.


EOCENO (compreende, aproximadamente, de 58 a 37 milhões de anos atrás)

Aparecimento do primeiro cavalo conhecido: era do tamanho de uma raposa e viveu na época do Eoceno, há 53 milhões de anos, aproximadamente.

Os UNGULADOS (diz-se dos mamíferos cujos dedos são providos de cascos) são herbívoros derivados de ancestrais pequenos e ligeiros que corriam nas pontas dos pés para escapar dos predadores. São os ancestrais do cavalo…

Surgem o Lophiomeryx e o Gelocus (final do Eoceno e começo do Oligoceno) – os mais avançados ruminantes chamados “Gelocids”, com compactos e eficientes tornozelos, pequenos dedos laterais, complexos pré-molares, provavelmente deram origem as famílias.


OLIGOCENO (compreende, aproximadamente, de 37 a 21 milhões de anos atrás)

É nesse período que surge a Superfamília dos Girafídeos!

No Oligoceno os ungulados atingiram grandes dimensões: primitivos rinocerontes, camelos, bisões, girafas, zebras etc.

A família dos girafídeos diferenciou-se dos outros ruminantes há mais ou menos 25 milhões de anos, no Mioceno. Os seus numerosos representantes povoaram o mundo até o final do Terciário.

Há uns 20 milhões de anos, existia uma espécie primitiva, o Paleotragus, de estatura semelhante a de um antílope e que sobreviveu durante milhões de anos. Mamífero artiodáctilo, é considerado o provável ancestral da girafa. Atarracado, com um pescoço curto e cornos longos cobertos de pele, ele foi bem parecido com o atual ocapi…

Existem duas peças do Paleotragus no Museu Geológico de Lisboa
Também um crânio do Paleotragus no Museu de História Natural de Viena

A ilustração (abaixo), provavelmente, mostra como eram alguns animais há 5 milhões de anos. O Okapi-like giraffid (Paleotragus) que vemos aqui (no meio do desenho), viveu na época do Mioceno.

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MIOCENO (compreende, aproximadamente, de 21 a 5 milhões de anos atrás)

Foi um momento de climas globais, mais amenos do que o clima Oligocênico ou o Pliocênico. É marcado pela expansão dos campos e cerrados que é correlacionada a um clima mais árido no interior dos continentes. As correntes marinhas mudaram criando uma corrente antártica tornando esta circulação isolada do resto do mundo. Isto reduziu significativamente a mistura de águas tropicais mais quentes e a água polar fria. Ao mesmo tempo, a Placa Africana-Arábica uniu-se, fechando o mar que tinha separado previamente a África da Ásia, e um número de migrações de animais uniu as faunas destes continentes…

Paleontologistas descobriram a primeira evidência de fósseis de mamíferos da época do Mioceno na Arábia, em 1974. Esses fósseis – ancestrais de elefantes, rinocerontes e antigas girafas foram encontrados no leste da Arábia Saudita e são datados de, aproximadamente, 19 milhões de anos. Encontrados por Peter J. Whybrow – Natural History Museum.

No Mioceno Superior (há cerca de 10 milhões de anos) existiram várias subfamílias, todas descendentes do Paleotragus…

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PLIOCENO (compreende, aproximadamente, de 5 a 2 milhões de anos atrás)

Desse ponto da história houve o alongamento das pernas e do pescoço das girafas. Na vida animal e na vegetal as espécies do Plioceno são em sua maioria modernas sendo que 3/4 das espécies da Ásia, África, Europa, América do Norte e Oceania deixaram espécies viventes.

A raça humana aparece no final do anterior e começo do Plioceno. Girafas foram encontradas em diversos pontos da Continente Africano, datadas do Plioceno… Outras espécies que existiram da antigaFamília dos Girafídeos

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PLEISTOCENO (compreende, aproximadamente, por volta de 2 milhões de anos atrás)

HOLOENO OU RECENTE

Segurando um crânio, Hamlet diz: “Ser ou não ser, eis a questão!”

Ao utilizar crânios humanos, os rituais da Antiguidade resgatavam a inteligência da pessoa morta. Símbolo do medo e do perigo, o crânio desperta sensações diferentes na população em geral.

No entanto, essa estrutura óssea protege o cérebro dos vertebrados. Alguns pesquisadores conseguem, por exemplo, inferir como um homem morreu pelas marcas em seu crânio, mesmo que esse homem tenha vivido a milhares de anos atrás…

http://www.girafamania.com.br/okapi/paleontologia.html

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